Prefeito itinerante: a Justiça brasileira em defesa do princípio republicano e a comparação com o sistema português

Autores

  • Geraldo José Piancó Junior Autor
  • Joana Rita de Sousa Covelo de Abreu Autor

DOI:

https://doi.org/10.71381/wq95q521

Palavras-chave:

eleições, mandato, perpetuação, poder

Resumo

O presente trabalho tem por objetivo analisar o acórdão do Supremo Tribunal Federal brasileiro que enfrentou a possibilidade de elegibilidade de parentes para cargos do Poder Executivo Municipal em eleições subsequentes, nos casos em que o titular do mandato tenha sido eleito para dois mandatos consecutivos na mesma natureza em município vizinho, com o propósito de viabilizar um terceiro mandato indireto. Para tanto, examinam‑se os casos concretos que ensejaram a interposição de recursos contra a posse dos eleitos em tal situação, bem como a legislação eleitoral vigente. Ademais, procedeu‑se à análise comparada de precedentes ocorridos no Brasil e em Portugal, nos quais políticos buscaram se candidatar aos mesmos cargos anteriormente exercidos ou a cargos do mesmo gênero, como forma de caracterizar tentativas de perpetuação no poder em afronta ao Princípio Republicano. O estudo evidencia os limites jurídicos impostos à elegibilidade nesses casos e a relevância do controle jurisdicional para a preservação dos valores republicanos e democráticos.

Biografia do Autor

  • Geraldo José Piancó Junior

    Bacharel em Direito (UNESA); pós-graduado em Direito Público (UNESA); mestrando em Ciência Jurídica Forense, Universidade Portucalense, cidade do Porto (Portugal). Analista Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

  • Joana Rita de Sousa Covelo de Abreu

    Licenciada, Mestre e Doutora em Direito pela Universidade do Minho, Portugal. Professora do curso de mestrado em Ciência Jurídica Forense, Universidade Portucalense, cidade do Porto (Portugal), unidade curricular: Análise Jurisprudencial.

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Publicado

2026-05-11