Desinformação no Processo Eleitoral: uma análise do segundo turno das eleições de 2018

Autores

  • Ana Clara Paiva Autor
  • Ana Fernanda Freire Autor

DOI:

https://doi.org/10.71381/w04ta936

Palavras-chave:

desinformação, notícias falsas, checagem de fatos, eleições, redes sociais

Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar os avanços da bibliografia sobre desinformação, tomando como referência a experiência de comunicação política ocorrida no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 2018, marcado pela forte influência das redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp. O estudo também investiga as iniciativas de combate à desinformação, com destaque para o fact‑checking enquanto forma de atuação autônoma de agências institucionais ou associações vinculadas a veículos tradicionais de imprensa, cujo conteúdo passou a ser reconhecido como certificador de informações. Parte‑se da premissa de que o fact‑checking tem exercido papel relevante no enfrentamento das informações falsas e, consequentemente, na proteção da esfera pública e da democracia. Para tanto, o trabalho utiliza entrevistas realizadas com a pesquisadora Ana Regina Rêgo e com a fundadora da primeira agência de checagem de fatos do Brasil, Cristina Tardaguila, publicadas no YouTube, as quais subsidiam a análise desenvolvida.

Biografia do Autor

  • Ana Clara Paiva

    Graduanda de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universo.

  • Ana Fernanda Freire

    Graduanda de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo na Universo.

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Publicado

2026-05-11